Meu amor, meu amor.


Música: Alain Oulman
Letra: Ary dos Santos
In: "Com que Voz", 1968

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura 
meu punhal a escrever
nós parámos o tempo 
não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura 
este céu não tem ar
nós parámos o vento 
não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.